Claudia Schiavone

Essaúna, Cigana, Claudia... Muitas vidas, Infinitas palavras!

Textos


 
Como uma primeira forma de expressão
Do feminino, bem longe, na antiguidade,
A dança do ventre, Raks Sharki, então,
Era um ritual de adoração e fecundidade!
 
Criada por mulheres e para mulheres,
Num tempo onde as Deusas eram vivas,
Em forma de mitos e seus caracteres,
Dançavam elas sagradamente altivas!
 
Em união ao sagrado, ao mundo e a vida,
A mulher se faz divina a cada movimento,
Com beleza, sensualidade e entorpecida,
E em seu ventre se dá o agradecimento!
 
Agora baila ainda mais completa e feliz,
Carregando assim o fruto da continuidade,
Como Gaia, a deusa-mãe natureza, matriz,
Sentindo ela a sua plenitude e totalidade!
 
E com um toque de magia e pura beleza,
Dança a mulher e em seu colo, a criança!
Desenhando com ondulações toda a leveza,
Toda a alquimia, toda paz, luz e esperança!
 
Já no chão, principia a pequena bailarina,
Cheia de graça, ternura e muitos encantos.
Mostra que em bom solo a semente germina,
Dando-nos árvores, sombras e outros tantos.
 
 Flutuam mãe e filha num lindo aprendizado,
Bordando seus passos com brilhos e cores,
Matizando esse amor puro e tão abençoado,
Repleto de harmonia e sons inspiradores!
 
E uma pequena, bela, quase moça aparece,
Com mãos, passos e gestos tão delicados,
Fazendo brilhar o sublime que se enaltece,
Deixando sentidos, dança e alma afinados!
 
As duas mulheres igualmente lindas, agora,
Num contato único com o seu verdadeiro eu,
Libertam mitos, emoções e o amor que aflora,
Num deslumbrante, magnífico e divino apogeu!
 

Claudia Schiavone- 14/10/14
Poema feito, com muito estudo e amor, para a Abertura do  nosso Festival - V Sarau Árabe, realizado no Teatro Municipal de São Carlos, em 21/11/2014
Claudia Schiavone
Enviado por Claudia Schiavone em 23/11/2014
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